A cartografia de Berne é o copo americano da análise

Data da publicação original:
1/12/2021
.
Veiculado originalmente por:
.
especial para
Lab Jornalismo 2050®.
Imagem:
Annie Spratt
Annie Spratt
/
.

Passamos a falar mal de Freud, Luca e eu, porque, sejamos francos, é uma conversa fácil. Acho, porém, que o psicanalista de Viena nem é tão sexual assim. Quero dizer, na “cartografia” dele, as questões da libido são principais, é verdade. Mas nem ele e nem ninguém que o tenha lido com qualquer seriedade ousaria articular aquelas ideias a uma vivência pornográfica. Quando Freud escreve “aquelas coisas” (recalque, repressão sexual, etc.) ele não se refere ao que o senhor assiste na internet, cara pálida – risos.

Em tendo superado essa questão, voltemos ao que nos interessa neste post: o uso da palavra “cartografia”. Os mapas anamorfos podem aumentar ou diminuir o tamanho dos países em razão do Produto Interno Bruno (PIB), por exemplo. Nesse caso, os Estados Unidos ficariam enormes em relação ao Brasil. Logo, essa “cartografia” serve ao interesse da grana, sem considerar a questão geográfica. Os mapas são uma representação da realidade, logo, a partir de um ponto de vista.

Quando a gente passa a conversar sobre comunicação, há uma infinidade de mapas servíveis, cada um olhando para o mundo de um jeito. Podemos chamar os agentes da comunicação de:

Soberano – Súdito, ou;  
Emissor – Receptor, ou;
Apresentador – Audiência, etc.

Mas se trata, basicamente, da mesma coisa. Sacou?

Podemos “dar zoom” nas estruturas desses atores, de acordo com alguma filosofia, teologia ou sociologia:

Animista – Religiosa – Científica, ou;
Pai – Filho – Espírito Santo, ou;
Teológico – Metafísico – Científico, etc.

E, mais uma vez, com uma ou outra peculiaridade, tratamos da mesma coisa.

Em termos de defender um mapa para a comunicação social, ou para a análise organizacional, defendo o do médico militar Eric Berne (1910-1970), com:

Emissor – Receptor (para a transação comunicacional), e;

Pai – Adulto – Criança (para as camadas de psiquê).

Berne é inteligente e descolado. Por hoje é só.

Referências

No items found.

Outras publicações

Conteúdo licenciado sob
CC BY-NC-SA 4.0
Lab Educação 2050 Ltda
47.078.846/0001-08