Jumento anarquista não é conservador, mas Bolsonaro

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Não tenho certeza de ser um progressista, porque gosto viver inteiramente cada experiência, e sou um homem religioso, por exemplo. Isto é, a religião como a conhecemos nos anos 80, e a partir da qual fui formado, não teria espaço no futuro progressista da razão.

Tenho outras tendências conservadoras além da religião. Algo que o conservadorismo me trouxe é uma habilidade de enxergar meus pontos de vista com autocrítica. Não necessariamente preciso comer com farofa todas os pontos de vista propostos por "bandeiras de esquerda".

Meu principal diálogo, neste momento, com o conservadores tem sido: quais são os limites? Em linhas gerais, sou classificado como "jornalista de esquerda", embora eu somente esteja em busca de coerência para as relações sociais. Limites. Quais são?

Às vezes, mas muito frequentemente, noto que conservadores (os que se chamam assim) parecem mais com anarquistas do que com conservadores. Por quê? Porque entra em cena um "no matter what" para causas que pouco parecem com "manter o que funciona, e melhorar o que é preciso".

Agora no segundo turno, um operador de mesa, papel de quem ativa ou desativa canais e níveis de áudio em uma rádio, mudou a programação eleitoral do veículo por conta própria. Ele, quando descoberto, disse ao chefe: "coloquei mais Bolsonaro porque tinha muito Lula". Um jumento.

Esse jumento acha que está fazendo o melhor pelo Brasil, que está promovendo "a verdade", "contra tudo e contra todos". Não se pode permitir tal ruptura. Se estamos hábeis para corrigir esse tipo, temos nível para o diálogo, para proteger a "liberdade de expressão".

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