O que o rádio ensina sobre ganhar público

Data da publicação original:
15/1/2021
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Veiculado originalmente por:
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especial para
Lab Jornalismo 2050®.
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Andrea De Santis
Andrea De Santis
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Projetos de comunicação nascem da necessidade de contar alguma coisa a alguém, por isso se procura “como ganhar público”. Então, os tipos de publicação são vários. Nesse sentido, elas podem ser para um público restrito, no caso de um house organ, que é um “jornal da empresa”, para um nicho de assinantes, ou de broadcast, quando se vai às redes, rádio e televisão.

Contadores de piadas são invariavelmente bons comunicadores. Por isso, gosto de ficar em volta deles nos encontros de família. Quando eles floreiam o simples, capturam minha atenção. As melhores que ouvi são inverossímeis. “Uma freira estava na estrada segurando uma cesta de pintos…”

Por outro lado, ser bom com anedotas não significa ter sucesso perene em projetos pessoais ou empresariais de comunicação. Perfis famosos no YouTube e no Instagram tendem a ter prazo de validade quando não se profissionalizam.

Primeiramente, projetos de marcas, plataformas, ou políticos são de comunicação.

Além disso, as aulas de rádio da faculdade de jornalismo apresentam três aspectos fundamentais para a construção de público. Vamos emprestar a ideia do rádio, porque ela serve amplamente.

Como ganhar público

Em outras palavras, um projeto de comunicação precisa de oportunidade para aparecer.

Repetição

Vejo natimortos com frequência. São do tipo “vou postar a partir de hoje dicas de direito ambiental”, e o próximo post não existe. Um projeto marcante tem de dar as caras repetidamente.

Periodicidade

E não somente dar as caras repetidamente, tem de ter um intervalo razoável entre as publicações. Em outras palavras, uma newsletter enviada quinzenalmente tem mais chance de sucesso que uma enviada unicamente pela vontade do remetente.

Cada vez que se mantém a publicação viva, com periodicidade sagrada, é depositado um tantinho de confiança do público naquele projeto. Como ganhar público? De grão em grão…

Plástica

O professor de fotojornalismo André Zielonka brinca que “dominar a profundidade de campo é o que diferencia fotógrafos de mortais”. Estou com ele na ideia de que dominar a plástica faz diferença marcante entre projetinhos e projetos. Herbert Vianna:

Eu me vali deste discurso panfletário / Mas a minha burrice faz aniversário

Por fim, a roupa, a fala, a qualidade da câmera, do microfone, o cenário. Essas variáveis têm de ser controladas para um resultado satisfatório.

Referências

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