Análise transacional orienta prevenção de riscos psicossociais no trabalho

Artigo propõe contratos e atividades em grupo para melhorar vínculos entre equipes e lideranças.

Um artigo sobre o uso da análise transacional para enfrentar riscos psicossociais no trabalho foi publicado em 25 de setembro de 2026 na Revista Brasileira de Análise Transacional. Assinado por Carolina Schmitz da Silva e Maria Imaculada Gonçalves de Almeida, o texto propõe melhorar a comunicação e os relacionamentos profissionais como parte da prevenção do adoecimento nas empresas.

Intitulado Riscos psicossociais no trabalho e análise transacional, o estudo integra o volume 35 do periódico e reúne revisão bibliográfica e relatos de experiência com equipes e lideranças. Entre os fatores abordados estão metas excessivas, jornadas prolongadas, assédio e falta de apoio.

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Desenvolvida pelo psiquiatra Eric Berne, essa abordagem examina o comportamento humano e as interações entre as pessoas. Na publicação, funciona como uma “gramática relacional”: um conjunto de conceitos para compreender padrões de convivência, reconhecer conflitos e discutir mudanças no cotidiano das organizações.

O modelo prevê mapeamento das situações de risco, elaboração de ações preventivas e corretivas e acompanhamento dos resultados. As atividades em grupo incluem autoconhecimento e reflexão sobre o impacto das próprias atitudes nos colegas.

Um dos recursos centrais consiste na construção de contratos, entendidos como acordos explícitos sobre objetivos e formas de participação. Esses compromissos podem ajudar a definir responsabilidades, negociar prazos compatíveis com o expediente e estabelecer procedimentos para resolver divergências.

As autoras também apresentam um questionário de 38 perguntas destinado a avaliar os vínculos com gestores, integrantes da equipe e a própria instituição. Ainda em validação, o instrumento aborda respeito, confiança, pertencimento e liberdade para expressar necessidades. Sua aplicação é sugerida antes e depois das intervenções, com preservação do sigilo dos participantes.

A eficácia desse método ainda precisa ser verificada em pesquisas. A contribuição apresentada abre uma possibilidade de investigação e ressalta a importância de manter os cuidados com a saúde mental dos trabalhadores, além de revisar políticas e normas organizacionais.